Niclevicz no cume do K2 (8.611m) Waldemar Niclevicz Trango Tower
Niclevicz no cume do K2 (8.611m) Everest 7 Cumes Projeto K2 Trango Tower Makalu
Niclevicz no cume do K2 (8.611m)

 Sobre o Waldemar
 Palestras
 Alpinismo
 Everest Lhotse
 Ano Internacional  das Montanhas
 Projeto K2
 Trango Tower
 Os Sete Cumes
 Equipamentos
 Montanhas
 Sagarmatha
 Cartão Virtual
 Fale Comigo
 Niclevicz Responde
 Livros e Vídeos
 Camisetas
 Everest 10 Anos
 Imprensa
 Download
 Mundo Andino
 Everest 2011
 Novidades on-line

Clique aqui para acessar o site da SantherClique aqui para acessar o site da Air FranceClique aqui para acessar o site da Omni

O PROJETO K2
O K2 é a segunda maior montanha do mundo e está situado no norte do Paquistão, num maciço de montanhas que se chama Karakorum, a porção ocidental e mais selvagem do Himalaia. Até hoje, apenas 185 homens conseguiram chegar no alto dos seus 8.611 metros de altitude e 54 morreram durante as tentativas, o que o leva a ter o apelido nada agradável de "Montanha da Morte" e também a ser considerado a montanha mais perigosa e difícil de ser escalada do mundo.

Fica mais fácil entender o perigo e a dificuldade de uma escalada ao K2 ao compará-lo com o próprio Everest, apenas 237 metros mais alto. No topo da maior montanha do mundo já estiveram mais de mil pessoas, sendo a média de uma morte para cada oito êxitos. E enquanto a cada ano pelo menos 400 pessoas tentam escalar o Everest, apenas cerca de 20 ou 30 alpinistas desafiam o K2.

Eu fiquei sabendo da existência do K2 em 1989, pouco antes da minha segunda escalada do Aconcágua. Ao passar por Buenos Aires, encontrei uma livraria repleta de livros de alpinismo e comprei vários deles. Era, de fato, a primeira vez que eu me admiraria com histórias épicas quase inacreditáveis, o nde alpinistas contavam detalhes de seus confrontos com as maiores montanhas do mundo. Foram também em dois daqueles livros que vi pela primeira vez a menção do nome do alpinista italiano Reinhold Messner, o primeiro homem a escalar o Everest sem oxigênio, em 1978, repetindo a escalada dois anos depois novamente sem oxigênio, mas absolutamente sozinho. Foi então, entusiasmado pelos livros de Messner, que nasceu em mim o sonho de escalar o Everest, ao mesmo tempo que também começou a surgir um profundo respeito pelo K2. Em um dos seus livros eu leria: "O K2 é um lugar esquecido e amaldiçoado por Deus".

Após a tentativa frustrada de 1991, felizmente consegui escalar o Everest em 1995. Como já havia o desejo de escalar o Mc Kinley no Alasca, o Vinson na Antártida e o Kilimanjaro na África, decidi então completar os Sete Cumes do Mundo, a escalada da maior montanha de cada um dos continentes, colocando também como objetivos do mesmo projeto a escalada do Elbrus na Rússia e do Carstensz na Ilha de Nova Guiné. Foi justamente com a escalada do Cartensz que finalizei os Sete Cumes, em setembro de 1997, e quando também resolvi revelar o meu desejo de escalar o K2, desejo que já estava amadurecendo desde 1995, quando eu e meu amigo italiano Abele Blanc decidimos que um dia iríamos juntos enfrentar esta grande montanha. Naquela época, mesmo havendo acabado de escalar o Everest, eu jamais poderia enfrentar o K2, eu sabia que para escalar a montanha mais difícil e perigosa do mundo eu não tinha ainda experiência suficiente. Foi assim que surgiu o "Projeto K2", ou seja, como Abele queria escalar todas as 14 montanhas com mais de 8 mil metros, e como fatalmente eu precisava adquirir mais experiência em montanhas com mais de 8 mil metros, resolvemos escalar algumas dessas montanhas juntos antes de enfrentar o K2.

(Observação: Até hoje, apenas 10 alpinistas em todo o mundo conseguiram escalar todas as 14 montanhas com mais de 8 mil metros, o primeiro foi Reinhold Messner, finalizando com a escalada do Lhotse, em 1986.)

O Projeto K2, sem dúvida, nasceu ousado. Não apenas porque queríamos escalar o K2, mas porque também incluímos entre os objetivos a escalada do Cho Oyo (8.201m), do Shisha Pangma (8.046m) e do Makalu (8.464m). E qualquer escalada de uma montanha de 8 mil metros, seja lá qual seja, não é nada fácil. Estas montanhas nós pretendíamos escalar em 1998, e então enfrentar o K2 em 1999. Mas infelizmente, um problema bem previsível, falta de dinheiro, fez com que mudássemos a nossa estratégia. Embora já havíamos conseguido o patrocínio de O Boticário e da Nutrimental, o dinheiro ainda não era suficiente para cumprir o que havíamos planejado, assim acabamos cortando o Makalu de nossa lista e antecipamos a escalada do K2 para 1998, aproveitando o convite de uma expedição italiana.

1998 tornou-se então um ano inesquecível, realizei a expedição mais longa da minha vida, viajando 5 meses seguidos pelas montanhas do Nepal, Tibete e Paquistão. Foi uma expedição intensa, cheia de momentos felizes, começando com um retiro espiritual pelo Khumbu, a região nepalesa do Everest, percorrendo sozinho o caminho que leva ao alto do Gokyo Peak, de 5.500m.

A caminhada até o Gokyo é tão fascinante quanto aquela que leva até o acampamento-base do Everest, com a vantagem que após Namche Bazar, a capital dos lendários sherpas, o caminho leva para regiões mais selvagens, longe dos turistas que lotam os lodges, o nde é mais fácil encontrar tranquilidade. Era justamente isso que eu estava buscando, tranquilidade, paz de espírito, para em breve enfrentar as montanhas com mais entusiasmo e determinação. E lá do alto do Gokyo, observando ao longe o Everest dourado pelas últimas luzes do entardecer, fiz a minha oração e adquiri uma espécie de força, como se houvesse feito uma simbiose com aquela natureza grandiosa que me rodeava.

Um Sonho Chamado K2 - A Saga de Waldemar Niclevicz na Montanha da Morte
Um Sonho Chamado K2 - A Saga de Waldemar Niclevicz na Montanha da Morte
Não deixe de ler a narrativa da conquista brasileira do Everest. Nova edição, revisada e ampliada.
Vídeo da conquista do Everest por Niclevicz pelo Tibet, imperdível!
Acampamento em Gore (4.100m), caminhada de aproximação ao K2. Foto de Niclevicz.
Caminhada de aproximação do K2, ao fundo o Masherbrum  ou K1. Foto de Niclevicz.
Abele Blanc e Marco Camandona a 7.700m, no K2, Paquistão. Foto de Niclevicz.
Yaques no acampamento-base do Cho Oyo, Tibete. Foto de Niclevicz.
Acampamento em Gore (4.200m), caminhada de aproximação ao K2. Foto de Niclevicz.
Passagem por Concordia (4.700m), caminhada de aproximação ao K2. Foto de Niclevicz.
Acampamento em Khuspang, Karakorum, Paquistão. Foto de Niclevicz.
Entardecer sobre o Chogolisa, visto do base do K2. Foto de Niclevicz.
Niclevicz no acampamento 2 (6.700m) do K2. Foto de Marco Barmasse.
Niclevicz no alto do Pico Gokio (5.500m), Nepal.
Entardecer sobre o Broad Peak (8.047m) visto do K2. Foto de Niclevicz.
O maciço da Trango Tower visto durante a caminhada de aproximação ao K2. Foto de Niclevicz.
Estrada que leva a Askole, de onde se inicia a caminhada de aproximação ao K2, Paquistão. Foto de Niclevicz.
Carregadores no acampamento-base do K2, ao fundo o Chogolisa. Foto de Niclevicz.
Tempestade em Gore, durante a caminhada de aproximação ao K2, Paquistão. Foto de Niclevicz.
Caminhada de aproximação ao Gasherbrum, ao fundo o K2. Foto de Niclevicz.
Caminhada de aproximação ao K2, Paquistão. Foto de Niclevicz.
Niclevicz durante a escalada do K2, Paquistão.
Enfrentando o labirinto de blocos de gelo entre o acampamento-base e o acampamento 1 do Gasherbrum (8.035m), Paquistão. Foto de Niclevicz.
Abele Blanc a 7.500m no K2. Foto de Niclevicz.
Ponte sobre o rio Braldu, a caminho de Askole, onde se inicia a caminhada de aproximação ao K2. Foto de Niclevicz.
Abele Blanc escalando durante a escalada do Shisha Pangma. Foto de Niclevicz.
Enfrentando a Cascata de Gelo do Gasherbrum, trecho entre o base e o acampamento 1. Foto de Niclevicz.
Marco Camandona, Niclevicz e Abele Blanc durante a escalada do Shisha Pangma, Tibete.
Ponte enfrentada durante a caminhada de aproximação ao K2. Foto de Niclevicz.
 

 
© Waldemar Niclevicz - Powered by WebStorm Internet