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Ano Internacional das Montanhas 2002 - AIM

Em todos os continentes existem montanhas com diferentes elevações, grande variedade de formas, climas e combinações específicas de ecossistemas, desde a Linha do Equador até as regiões polares. Durante milênios, as montanhas tem sido fonte de valiosos recursos, como água, energia e biodiversidade, assim como importante centro de cultura e de recreação. Mas hoje em dia, tendências atuais como a globalização, o incremento do turismo e a urbanização, colocam em perigo as comunidades das montanhas e os seus recursos.

 

Diante da delicada situação em que se encontra a maior parte das montanhas do mundo, em novembro de 1998, a Assembléia Geral das Nações Unidas declarou o ano de 2002 como o Ano Internacional das Montanhas (AIM), com o propósito de criar uma consciência da importância mundial dos sistemas montanhosos. Esta decisão oferece uma oportunidade única para reforçar o processo iniciado na Conferência das Nações Unidas para o Meio Ambiente e o Desenvolvimento, realizada no Rio de Janeiro em 1992, a Eco Rio 92, para aumentar a consciência pública e assegurar um adequado compromisso político, institucional e financeiro para sedimentar a ação de um desenvolvimento sustentável das montanhas.

O principal resultado da Eco Rio 92 foi um programa de ação mundial em matéria de meio ambiente e desenvolvimento, o “Programa 21”. A inclusão do “Capítulo 13”, intitulado “Desenvolvimento sustentável das montanhas”, as situou em condições de igualdade de importância com as mudanças climáticas, o desflorestamento das zonas tropicais e outras questões de grande importância na discussão mundial sobre o meio ambiente e o desenvolvimento.

 

Nos anos posteriores a Eco Rio 92, colocou-se em marcha uma série de processos e atividades relacionadas as questões pertinentes as montanhas. Em todas as regiões do mundo foram realizadas pesquisas regionais intergovernamentais sobre o desenvolvimento sustentável das montanhas. Em 1995 foi fundado o Mountain Forum, uma rede mundial de organizações com o objetivo de difundir informações sobre a importância de preservar o meio ambiente das montanhas e suas comunidades.

 

Foram iniciados numerosos programas de pesquisas e projetos nas regiões montanhosas.

O Ano Internacional das Montanhas proporciona uma oportunidade única para reforçar a execução do Capítulo 13 e fazer avançar as questões relacionadas as montanhas entre as prioridades mundiais.

 

A Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), foi designada para atuar como organismo coordenador do Ano Internacional das Montanhas, resolução aprovada pelo Conselho da FAO em novembro de 1998. Na resolução das Nações Unidas se solicitou a colaboração para a FAO dos Governos, da Organização das Nações Unidas para a Educação, Ciência e Cultura (UNESCO), do Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (PNUMA), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) e de outras organizações.

 

O objetivo principal do Projeto O Brasil no Topo do Mundo, além da escalada do Everest e do Lhotse, é trazer ao Brasil os principais acontecimentos e resultados, referentes ao AIM, tendo como pano de fundo as maiores montanhas do mundo. Através da internet, será apresentado um guia da preparação e execução do AIM, proporcionando diretrizes e sendo um marco de referência para as instituições e pessoas envolvidas nos assuntos relacionados as montanhas, para que se tomem medidas específicas para a realidade brasileira.

 

Durante milênios, as montanhas tem sido fonte de valiosos recursos naturais, assim como centros de cultura e recreação.

Objetivos do Ano Internacional das Montanhas

Os objetivos do AIM, no âmbito de promover o desenvolvimento sustentável das regiões montanhosas e assegurar o bem estar de sua população, são os seguintes:

· Assegurar o bem estar presente e futuro das comunidades das montanhas, promovendo a conservação e desenvolvimento sustentável nestas zonas;

· incrementar a consciência, assim como o conhecimento do ecossistema das montanhas, sua dinâmica, sua forma de funcionar e sua importância decisiva em proporcionar alguns bens e serviços estratégicos essenciais para o bem estar do homem e das terras altas ou das terras baixas, tanto urbano como rural, principalmente para a provisão de água e a segurança alimentar.

· promover e defender a herança cultural das comunidades/sociedades da montanha;

· divulgar os frequentes conflitos que ocorrem em algumas áreas de montanhas e promover a paz nestas regiões.

Os objetivos serão logrados mediante a geração e intercâmbio de informação, sensibilização e conscientização, educação, informação, difusão, documentação das melhores práticas e formulação de conselhos com base em estudos de casos que tenham tido sucesso nesse campo, e a promoção, formulação e legislação específica de uma política sobre as montanhas.

As atividades do AIM deverá ser orientada para a prática. Para garantir o êxito do AIM é necessário a consciência da importância das montanhas em todos os níveis, para que seus resultados cheguem muito além do ano de 2002.

Resultados previstos do Ano Internacional das Montanhas

O AIM oferecerá a oportunidade de iniciar processos destinados a melhorar o desenvolvimento das comunidades das montanhas, atuando como “trampolim” ou catalizador de uma ação contínua, concreta e prolongada. As atividades deverão potencializar todos os aspectos de desenvolvimento das montanhas e fomentar uma atitude de participação que envolva todos os interesses e direitos para que os resultados se manifestem de muitas formas e a diferentes níveis.

Resultados globais esperados:

· As informações sobre as montanhas, seus recursos e as práticas de manejo sustentável para sua conservação, melhorarão o desenvolvimento, iniciando uma ação concreta.

· Consciência da importância das montanhas, da fragilidade de seus recursos e a necessidade de um enfoque sustentável para seu desenvolvimento se incrementará através de um amplo diálogo público (competências, produtos dos meios de comunicação, publicações, material de informação).

· Se iniciarão alguns projetos de investigações ou de desenvolvimento a longo prazo, enfocando assuntos críticos em as áreas de montanha, como o uso sustentável dos recursos naturais (água, terra, florestas, minerais), o impacto sobre as mudanças climáticas, a conservação da biodiversidade, o manejo das áreas protegidas, o ecoturismo, a herança cultural, a economia sustentável das montanhas.

· Nas áreas de montanhas aparecerão de forma evidente sinais de um sistema de vida melhorado.

· Serão formulados princípios, instrumentos ou qualquer outro tipo de acordo relativos a conservação e ao desenvolvimento sustentável das montanhas.

Resultados regionais esperados

· Serão organizados conferências e pesquisas regionais sobre as montanhas, com ampla participação da comunidade, para incrementar a consciência da importância das áreas de montanha e a fragilidade do seu ecossistema.

· Serão organizadas discussões que permitam entender melhor a interação entre as comunidades das terras altas e baixas e os problemas relativos a indenização e reconhecimento.

Resultados nacionais esperados

· Serão desenvolvidas diretrizes e estratégias apropriadas para o desenvolvimento sustentável e para a conservação das montanhas.

· Será elaborado material de informação e programas de estudos sobre assuntos relativos as montanhas para a ser utilizado e integrado amplamente nos programas educativos das escolas, universidades, clubes alpinos, clubes de deportes, organizações turísticas, escolas agrárias, etc.

· Serão estabelecidos mecanismos para monitorar a realização do desenvolvimento sustentável das montanhas a nível nacional. Como alternativa, este papel poderá ser desenvolvido pelos comitês nacionais baseados na preparação do AIM.

· Serão coletados dados importantes sobre as áreas de montanha a nível nacional.

Resultados locais esperados:

· Realização de iniciativas locais e atividades operativas eficazes dirigidas ao desenvolvimento sustentável das montanhas, ao uso racional dos recursos, às atividades que gerem um investimento para a melhoria das condições da vida.

· Realização de atividades de apoio, em particular aos indígenas e a outros grupos vulneráveis.

· Constituição de mecanismos eficazes que assegurem maior poder local e estratégias de participação no uso dos recursos das montanhas.

Um Sonho Chamado K2 - A Saga de Waldemar Niclevicz na Montanha da Morte
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