Niclevicz no cume do K2 (8.611m) Waldemar Niclevicz Trango Tower
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25.03.11 O Alpinista e suas Palestras.

Após escalar a maior cachoeira do mundo, o Salto Angel, o alpinista Waldemar Niclevicz retoma o ritmo de suas palestras, inspirando as pessoas a superarem os seus próprios desafios.

Escalar a maior parede de inclinação negativa do mundo, de onde se precipitam as águas do Salto Angel, com 979 metros de altura, foi o último desafio superado pelo alpinista Waldemar Niclevicz, em fevereiro, na Venezuela. Mal voltou ao Brasil e o ritmo das palestras que ministra para empresas já está a todo vapor, semana passada ele esteve em São Paulo, Belo Horizonte e Campinas, e esta semana em Salvador.

Acreditar, planejar, vencer o medo e preparar-se para o inevitável. Na platéia lotada do salão plenário do 12º Agrocafé, as palavras de ordem não vinham de um consultor do agronegócio, mas de um alpinista, o mais famoso do Brasil, Waldemar Niclevicz. Com um currículo de conquistas que inclui Os Sete Cumes, mais de cem montanhas superadas ao redor do mundo, e o título de primeiro brasileiro a escalar o Everest, Niclevicz tornou-se quase um especialista em café. A palestra, ministrada em Salvador no dia 21, é a oitava que ele profere para a cadeia produtiva do grão, inspirando centenas de produtores a superarem as dificuldades encontradas na cafeicultura.

Entre os topos, “big walls” e a cafeicultura, Niclevicz vê semelhanças. “O cafeicultor brasileiro tem espírito de luta. É um vencedor. A cultura já passou por muitos momentos, desde a chegada, a adaptação, os altos e baixos do mercado, e continua sendo importante e definitiva não apenas para a economia, mas como um valor cultural do brasileiro”, diz o alpinista, que sempre leva café em suas escaladas, que prepara com a tradicional cafeteira moca e faz questão de presentear os amigos em outros países com o autêntico café brasileiro.

“Gostaria de ver mais disseminado no Brasil o amor pelo café, como vemos em países como a Colômbia, onde a visita às propriedades produtoras é um programa típico e a cultura do café está na alma do povo”, sonha o alpinista, que levou o café do Brasil para o Everest.

Na platéia, olhos atentos, o agricultor familiar Paulo Benedito de Souza acompanhava com interesse as peripécias de Niclevicz. “É mais difícil que plantar café. Tem, de ter muita coragem e dom”, arriscou o produtor, que planta dois hectares de café arábica em Placa de Barra da Estiva, na Chapada Diamantina, onde também é presidente da associação de produtores. “Vim aqui em busca de mais informação. Meu café é bom, mas quero melhorar ainda mais a qualidade”, explicou, afirmando que toca sozinho a plantação, pois os filhos não se interessam pela atividade.

“Esse era o espírito que queríamos”, afirmou o presidente da Assocafé, João Lopes Araujo. “Motivar o produtor, sobretudo o pequeno, fazendo com que ele perceba que toda atividade tem sua montanha a escalar. Vale muito a pena aproveitar o exemplo de sucesso e as dicas do Waldemar Niclevicz para traçar nossos próprios caminhos”, concluiu João Lopes Araujo.

Para Waldemar Niclevicz, a realização das palestras passou a ser tão gratificante quanto à própria escalada das montanhas, “vibro com a reação do público e agradeço a Deus pelo privilégio que tenho em estimular as pessoas a realizarem seus próprios sonhos”.

O 12º Agrocafé é uma realização da Assocafé, juntamente com a Associação de Agricultores e Irrigantes da Bahia (Aiba), Federação da Agricultura do Estado da Bahia (Faeb), Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e do Centro de Comércio de Café da Bahia, tendo como patrocinadores o Governo do Estado da Bahia, através da Secretaria da Agricultura (Seagri) e da Secretaria da Indústria, Comércio e Mineração (SICM), Ministério da Agricultura (MAPA), Banco do Brasil, Banco do Nordeste, Sebrae e Petrobras.

Imprensa Agrocafé - Catarina Guedes – (71) 3379-1777  - www.agripress.com.br

Waldemar Niclevicz – (41) 3225-4447 – www.niclevicz.com.br

 

Imagem em alta:

Um Sonho Chamado K2 - A Saga de Waldemar Niclevicz na Montanha da Morte
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