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23/02/2010

na Colômbia
Escalada do Pulpito del Diablo


 

Estimados Amigos!

O meu lugar preferido aqui no Brasil é o Marumbi, encravado na Serra do Mar do Paraná, nestes 30 dias que se passaram desde a minha volta da Colômbia, já fui 4 vezes até o Olimpo, o seu ponto culminante com 1.539 metros de altitude, além de escalar várias de suas rotas clássicas.

É no Marumbi que intensifico os meus treinamentos, onde posso me preparar para qualquer tipo de expedição, mas também é onde encontro a paz e a tranquilidade. É difícil eu trocar este verdadeiro refugio espiritual por outro lugar, mas no Carnaval aproveitei para rever amigos e matar as saudades da Pedra do Baú (1.950m de altitude), um dos mais importantes centros de escalada em rocha do Brasil, situado entre Campos do Jordão e São Bento de Sapucaí.

Graças ao Alexandre Silva (dono da www.casadepedra.com.br) e ao Eike Higaki (companheiro de escalada da www.viaaventura.com.br) o agito do Carnaval foi garantido, começávamos a escalar logo pela manhã e só voltávamos para casa ao anoitecer. Realmente escalamos muito!

Na quarta-feira deixamos Campos do Jordão (SP) e fomos para Itamonte (Minas Gerais), no final da tarde escalamos a Pedra do Picu (2.151m de altitude), lugar que queria conhecer há mais de 20 anos! Valeu a pena, a pedra de 150 metros de altura é maravilhosa e já conta com 15 vias de escalada.

Depois tentei matar as saudades das Agulhas Negras (2.791m de altitude), um lugar muito especial para mim, pois foi lá que realmente comecei a escalar, isso entre 1984 e 1986, quando morei em Resende. Até tentamos, mas choveu sem parar! Sem perder tempo, rumamos novamente para o Sul, dia longo, 800Km de estrada, e sábado à noite já estava novamente no meu pedaço de paraíso, o Marumbi!!! No domingo fui novamente até o Olimpo para matar as saudades!

Agora volto à correria das palestras, que felizmente este ano voltaram com força total, toda semana atendo pelo menos uma empresa, motivando seus funcionários e/ou clientes a superarem desafios.

Enquanto o patrocínio não aparece – já que este ano a idéia é comemorar os “10 Anos do Brasil no K2” - as palestras me dão condições para realizar projetos menos ambiciosos, como a recente ida a Colômbia, onde passei a virada do ano escalando na Sierra Nevada del Cocuy.

Deixo hoje mais algumas fotos da Colômbia, o mesmo farei nas próximas atualizações, pois o lugar que conheci é tão bonito que gostaria que outros brasileiros se animassem a visitá-lo, já que estamos falando de um de nossos países vizinhos, onde o que mais se destaca é o carinho da população, super hospitaleira.

A Sierra Nevada del Cocuy é um paraíso para quem gosta de caminhada, assim não precisa ser um verdadeiro alpinista para se aventurar entre suas montanhas. Embora haja grandes desafios, existem muitas opções acessíveis para quem quer começar a escalar em gelo e sentir um pouco do ar rarefeito. Um bom exemplo é ficar acampado alguns dias as margens da Laguna Grande, e de lá fazer pequenas incursões às montanhas e lagunas vizinhas. Não se preocupe em carregar peso, na Fazenda La Esperanza, início do trekking, por trinta reais um cavalo leva toda a sua carga.

Veja nas fotos um pouco da beleza dos arredores da Laguna Grande

Um grande abraço,

Waldemar Niclevicz


 

“10 Anos da Conquista Brasileira do K2, 2000 - 2010”

 

  - não deixe de ler “Um sonho chamado K2”, Editora Record –

 


Foto de abertura: Um dos grandes ícones da Sierra Nevada del Cocuy é o Pulpito del Diablo, que tem 4.940m de altitude, uma gigantesca torre de rocha que chega a ter 100m de altura sobre o glaciar. Nesta foto apareço guiando a rota normal que se desenvolve pela face nordeste, são dois esticões de 30 metros, totalmente protegidos com equipamentos móveis, a via é um V com passos de Vsup, e a saída do segundo esticão, para chegar ao cume, um VI para dar mais emoção. Uma linda escalada!

Foto abaixo à esquerda: Visual que se tem desde a Laguna Grande, onde montamos nosso acampamento, a 4.444m de altitude. Claramente se observa o grande maciço do Pan de Azucar (5.215m), e do seu lado direito o Pulpito del Diablo, bem pelo meio da parede que se pode observar fizemos a nossa escalada.

Foto abaixo no centro: A Bandeira do Brasil tremulando no cume do Pulpito del Diablo (4.940m), no dia 2 de janeiro de 2010. Ao fundo se destaca praticamente toda a Sierra Nevada del Cocuy, e também a Laguna Grande, onde estava nosso acampamento-base.

Foto abaixo à direita: Para escalar o Pulpito, eu e o colombiano Jaime Franco, fizemos uma pequena escalada pelo lado oeste/sul até chegar na base da torre, onde bivacamos. Esta foto mostra o lado sul do Pulpito, que atinge cerca de 100 metros de altura. Do lado direito da foto, em último plano, está o cume do Pan de Azucar (5.215m), que escalamos no mesmo dia do Pulpito, bem cedo - às 8 horas estávamos no cume, deixando que o sol esquentasse um pouco a rocha para a nossa escalada em seguida do Pulpito.

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Visite uma montanha e saiba porque este ambiente rico em água
e biodiversidade é de importância vital para a humanidade.


Um Sonho Chamado K2 - A Saga de Waldemar Niclevicz na Montanha da Morte
Um Sonho Chamado K2 - A Saga de Waldemar Niclevicz na Montanha da Morte
Não deixe de ler a narrativa da conquista brasileira do Everest. Nova edição, revisada e ampliada.
Vídeo da conquista do Everest por Niclevicz pelo Tibet, imperdível!
Logomarca criada especialmente para a comemoração dos 10 Anos do Brasil no Everest.
Waldemar Niclevicz prestes a enfrentar o Totem Pole, Tasmânia. Foto de Lee Cossey.
Waldemar Niclevicz chegando no cume do Illampu (6.368m), Bolívia. Foto de Marcelo Santos.
Superando a Cascata de Gelo do Khumbu. Foto de Waldemar Niclevicz.
Waldemar Niclevicz no Pico da Neblina (3.014m), ponto culminante do Brasil.
Parte superior da Cascata de Gelo no Everest. Foto de Waldemar Niclevicz.
Waldemar Niclevicz durante a escalada do San Valentin (4.058m), a maior montanha da Patagônia. Foto de Renato Kalinowski.
Niclevicz em uma tirolesa sobre a Garganta do Diabo, Cataratas do Iguaçu, Paraná. Foto de Zig Koch.
Niclevicz no Colo Sul (7.986m) com o Everest ao fundo. Foto de Irivan Gustavo Burda.
Niclevicz escalando em Cogne, Itália. Foto de Abele Blanc.
O Everest, à esquerda, e o Lhotse, à direita, vistos do Vale do Silêncio. Foto de Waldemar Niclevicz.
Amanhecer durante a escalada do San Valentin (4.058m), a maior montanha da Patagônia. Chile. Foto de Waldemar Niclevicz.
Waldemar Niclevicz no cume do Mismi (5.597m), montanha que dá origem as nascentes do rio Amazonas. Foto de Alexandre Lima.
O acampamento 2 do Everest, Nepal. Foto de Waldemar Niclevicz.
Waldemar Niclevicz na nascente do rio Amazonas, localizada a 5.180m de altitude, na encosta do Vulcão Mismi (5.597m), perto de Arequipa, Peru. Foto de Alexandre Lima.
O acampamento 3 (7.300m) do Everest, situado no meio do Flanco do Lhotse. Foto de Waldemar Niclevicz.
Cruzando a Franja Amarela, durante a escalada do Everest pelo Nepal. Foto de Waldemar Niclevicz.
Irivan em plena Cascata de Gelo, no Everest. Foto de Waldemar Niclevicz.
Em pleno Flanco do Lhotse, rumo as alturas do Everest. Foto de Waldemar Niclevicz.
Ponte improvisada com escada de alumínio para superar uma das infinitas gretas da Cascata de Gelo do Everest. Foto de Waldemar Niclevicz.
 

 
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